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Porta-voz de Trump culpa democratas e imprensa por ataque em jantar de gala

 Karoline Leavitt afirmou que retórica 'odiosa’ contra o ex-presidente teria contribuído para episódio de violência política




A secretária de imprensa de Donald Trump, Karoline Leavitt, atribuiu a adversários políticos e à imprensa a responsabilidade pelo homem detido após um ataque durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no sábado, 25, em Washington.


“Ninguém nos últimos anos enfrentou mais tiros e mais violência do que o presidente Trump. Essa violência política decorre de uma demonização sistêmica dele e de seus apoiadores por parte de comentaristas, sim, de membros eleitos do Partido Democrata e até mesmo de alguns na mídia”, disse Leavitt.


“Essa retórica odiosa, constante e violenta dirigida ao presidente Trump, dia após dia, há 11 anos, ajudou a legitimar essa violência e nos levou a este momento sombrio”, completou.


Ela destacou “aqueles que constantemente rotulam e difamam falsamente o presidente como fascista, como uma ameaça à democracia, e o comparam a Hitler para ganhar pontos políticos” por alimentar a violência.


Como foi o ataque

Por volta das 20h, poucos minutos após o início do jantar, um atirador correu por um posto de controle de segurança no hotel Washington Hilton, em Washington. Imagens de segurança divulgadas mostram policiais perseguindo o suspeito, enquanto agentes vestidos de smoking sacam armas e correm em direção ao salão de baile.


Testemunhas relataram ter ouvido um forte barulho vindo do lado de fora. Funcionários do bufê gritaram e correram para as escadas, enquanto participantes se abaixavam e se protegiam junto às paredes.


Segundo as autoridades, o atirador, identificado por autoridades como Cole Tomas Allen, de 31 anos, trocou tiros com agentes do Serviço Secreto antes de ser neutralizado. Ele não chegou a entrar no salão de baile. Investigadores acreditam que ao menos um disparo tenha sido efetuado, e ainda analisam provas balísticas e cartuchos encontrados no local.


O presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania, o vice-presidente J. D. Vance e outras autoridades foram retirados do hotel por volta das 21h45 no horário local.


Mais tarde, em coletiva na Casa Branca, Trump afirmou que um agente do Serviço Secreto foi atingido, mas estava protegido por colete à prova de balas. Ele foi levado ao hospital, e não há registro de outros feridos, segundo autoridades.


Allen, que está sob custódia, deverá responder por tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de outros dois crimes federais relacionados ao uso de arma de fogo. A informação foi comunicada pelo juiz federal Matthew J. Sharbaugh ao suspeito, Cole Tomas Allen, nesta segunda-feira, 27. As acusações podem resultar em pena de prisão perpétua em caso de condenação. / COM INFORMAÇÕES DO NYT


Acusado de tentar matar Trump em jantar ficará em prisão temporária


Cole Tomas Allen, de 31 anos, é acusado de tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos e outros crimes com arma de fogo




Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou a prisão temporária de Cole Tomas Allen, de 31 anos, suspeito de abrir fogo durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, no último sábado à noite (25). Entre as acusações contra Allen está a de tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 durante uma audiência curta realizada em Washington, o suspeito não se pronunciou sobre os crimes. O juiz determinou que ele permaneça detido temporariamente e marcou uma nova audiência para quinta-feira (30). Allen entrou no tribunal e apenas confirmou que responderia às perguntas de forma verdadeira.

O homem, que trabalha como professor na Califórnia, viajou para Washington com a intenção de atacar o evento. Familiares do suspeito entregaram à polícia uma mensagem escrita por ele no celular, na qual afirmava que pretendia "matar o maior número possível de autoridades do governo Trump" durante o jantar. Na mensagem, Allen revelou que deu desculpas a conhecidos para justificar sua ausência, incluindo alunos e pais.


Para executar o plano, o suspeito alugou um quarto no hotel onde acontecia o evento, trouxe duas armas que havia comprado legalmente entre 2023 e 2025, além de várias facas. Ele também havia frequentado aulas de tiro e, segundo familiares, fazia declarações radicais. Durante o ataque, Allen conseguiu atingir apenas um agente do serviço secreto, que usava colete à prova de balas e não sofreu ferimentos graves.

A Casa Branca ressaltou que esta é a terceira vez que Donald Trump é alvo de uma tentativa de assassinato. O incidente gerou discussões sobre protocolos de segurança em eventos com o presidente. Os familiares do suspeito alertaram as autoridades sobre suas intenções, mas o fizeram apenas minutos antes do ataque, o que impossibilitou uma intervenção preventiva.

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